A feliz escolha da liberdade!

Quando uma mãe decide qual caminho seu filho deve trilhar para se educar e vivenciar no mundo ao seu redor, estará definindo não somente seu futuro mas, principalmente, que tipo de indivíduo quer que se transforme dentro da sociedade.

E, quando esta escolha está relacionada com uma filosofia revolucionária  como a antroposofia (do grego, “conhecimento do ser humano” , ciência espiritual) esta mãe realmente quer oferecer para seu filho um conhecimento mais amplo sobre a vida em seu estado físico e espiritual . Por isso, sua vivência deve ser simples e em contato direto com a natureza e com os outros em um trabalho fraterno entre a escola e as famílias envolvidas. Apenas a pedagogia/ filosofia Waldorf pode oferecer este tipo de educação para seus filhos. 

Acredito que esta escolha aconteça pelo simples fato de que seus pais possam ter  vivenciado algo parecido em outra época e reconhecem que as escolas hoje preparam as crianças para a vida adulta apenas com foco no futuro profissional e não na formação de seres humanos.

A partir deste propósito, mães de alunos das escolas Waldorf passam a vivenciar o dia-a-dia de seus filhos de maneira especial, integrando-se completamente às atividades da escola.

Se você não é uma mãe Waldorf e gostaria de saber como é este relacionamento com a escola, filhos e toda filosofia humanista que existe no ambiente de estudos e brincadeiras, vou te contar alguns segredinhos.

Mesmo quando está com pressa ou atrasada para chegar ao trabalho, ela estaciona, retira os sapatos de salto, veste uma rasteirinha e acompanha seus filhos até a porta da sala de aula; ela se emociona todos os dias ao recebr o cumprimeto do professor dos seus filhos.

Esta mãe nunca programa o almoço das crianças com menos de uma hora entre sair da escola e chegar em casa pois sabe que se encontrar os filhos brincando ao sinal de saída dos alunos, permanecerá ali, esperando que terminem a brincadeira para depois irem juntos para casa e almoçar.

Integrada totalmente com a filosofia da escola, faz artesanatos de todos os tipos mesmo que não saiba usar agulha e linha, sua intenção é contribuir com a comunidade fraterna da escola. E quando o dia é de festa, compra ingredientes e prepara tudo de véspera com outras mães, monta e decora barracas, compra e vende o que preparou.

E não é só isso! Vibra vendo seu filho tocar um instrumento musical mesmo que esteja desafinado e em desarmonia com o todo. Para ela isso é um aprendizado para a vida.

Participa do Conselho dos Pais acreditando que a multiplicação desta filosofia e a troca de vivências tem um poder transformador na vida de todos. Aliás, ela também participa como representante de classe pois acredita que trabalhar junto com os professores ajudará na educação responsável dos seus filhos.

Uau! Esta mulher não para!

Com frequência, participa da colheita de legumes da horta comunitária da escola. Assiste e se emociona com a apresentação do circo e do teatro preparado pelas crianças. Fica imensamente feliz quando descobre que os amiguinhos dos seu filhos estão se alimentando com comidas naturais e nutritivas como arroz com integral, saladas e frutas.

E a jornada desta mãe não termina por aqui. Ela fica encantada com o caderno dos alunos, sem pauta, e os considera verdadeiras obras de arte. Esquece completamente o que é desenhar com canetinhas e pincéis e se interessa cada vez mais pelo uso de lápis de cera de abelha e, aguarda ansiosamente o dia em que verá seus filhos escreverem com penas e caneta tinteiro. Considera um verdadeiro afago para sua alma!

Em resumo, esta mãe Waldorf é simplesmente um luxo! Se dedica integralmente e busca todos os dias em suas ações e escolhas se tornar um ser humano melhor pois acrediata que suas atitudes podem influenciar toda comunidade.

Pode parecer trabalhoso mas a recompensa é muito grande! Seus filhos irão se transformar em indivíduos equilibrados de corpo e alma e, para ela, isto significa felicidade para sua família e para todos ao seu redor.

Parabéns mães! Vocês são incríveis!

Foto por Mike Bergmann , via Unsplash